Uma menina de 9 anos de idade chegou em casa e contopu a mãe que um colega tinha tentado enfiar um lápis em sua "perereca". A mãe assustada, foi à escola ( uma unidade da rede municipal de São Paulo )e denunciou a "tentativa de estupro. O psicólogo Ricardo de Castro e Freire, ao ser informado da situação, procurou a direção e disse: " Precisamos de um projeto de Orientação Sexual. As crianças fazem isso por curiosidade, mas precisam aprender a respeitar seu corpo e o dos outros, e os professores devem saber o que fazer nessas horas".
Querer ver e tocar os órgãos genitais e falar palavróes são atitudes que ocorrem com frequencia nas salas de aula, inclusive na presença dos professores. Muitos porém, preferem igmorar esses comportamentos seja por não ter formação específica, seja não se sentir à vontade para conversar com as crianças sobre o tema. Essa omissão leva os alunos a achar que temas relativos à sexualidade não devem ser discutidos com os adultos. Curiosos, vão continuar procurando informações com os colegas e, não raro, ouvir comentários equivocados em resposta.
Segundo o psicólogo Antonio Carlos Egypto, fundador do Grupo de Trabalho e pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS), todas as escolas deveriam ter projetos específicos sobre o tema desde as classes de Educação Infantil: "Até o 5º ano, a principal tarefa do professor é observar as atitudes das crianças. Nem sempre as dúvidas são expressas em palavras. Mas, se um garoto abaixa a calça pu levanta a saia da coleguinha, é hora de conversar sobre as diferenças entre meninos e meninas.
Organizar palestras isoladas não surte efeito. O que funciona mesmo é trabalhar os assuntos sem medo nem preconceito afinal, algumas das questões precisam ser retomadas com diferentes graus de aprofundamento conformemudam as dúvidas e o nívelde compreensão dos estudantes.
Para que haja uma preparação entre a equiepe e os pais o primeiro passo é o próprio professor refletir e relativizar as noções que tem sobre sexualidade. "Nessa área, educar não é passar opiniões nem valores para os alunos, mas discutir a realidade para que cada um possa escolher seu caminho de forma responsável e consciente".Poe exemplo, de nada adianta discutir numa sala de aula a importância de respeitar a opção sexual se em outra, um professor faz piadas desrespeitosas para com os homoxessuais.O ideal é a equipe toda intervir com um discurso semelhante.
Textos de formação escritos por Maria Helena Vilela e fórum de discussão sobre sexualidade.
www.novaescola.org.br
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