sexta-feira, 15 de maio de 2009

AVALIAÇÃO PADRONIZADA NA EDUCAÇÃO INFANTIL ?

A notícia publicada no jornal O Globo online refere-se a uma proposta de avaliação da Educação Infantil, um dos primeiros passos para a intituição deste controle ´da ação pedagógica neste nível de ensino.
Sem desconsiderar a importância da autoavaliação para o aperfeiçoamento do trabalho docente e dos projetos educativos, o que se questiona é qual será o impacto de tal documento na formulação dos projetos educacionais para este nível de ensino, cuja "identidade" ainda encontra-se em formação.
Convém lembrarmos que somente após a Constituição Federal/88 e da LDB/96 este nível de ensino recebeu legitimidade para constituir-se dentro das suas especificidades.
Segundo a reportagem o documento não possui caráter obrigatório, é apresentado como orientação para a ação docente e não como imposição.
Entretanto não se pode ignorar as consequências dos muitos documentos assim apresentados como por exemplo a implementação dos PCNS dentre outras propostas.
Escolas que rompem o diálogo com as demais esferas educativas e limitam seus PPPS aos PCNS, livros didáticos que são elaborados a partir dos documentos e não da realidade concreta das escolas...
Outro movimento foi a instauração das avaliações dos alunos.
Estaremos a caminho de mais uma modalidade da provinha Brasil?

Segue a reportagem:

MEC estimula autoavaliação de pré-escolas e creches

Com o objetivo de melhorar a qualidade das creches e pré-escolas, o Ministério da Educação (MEC) colocará a disposição das unidades uma cartilha para que seja realizada uma autoavaliação do atendimento a crianças de até 6 anos de idade. O documento estará disponível no site do MEC (www.mec.gov.br), a partir desta sexta-feira, dia 15. O ministério também vai imprimir 300 mil exemplares do caderno e enviar um para cada turma da educação infantil.

Os objetivos da publicação, explica a coordenadora-geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica, Rita Coelho, são incentivar as redes públicas de ensino e as escolas a construir uma cultura e ter compromisso com a qualidade usando o processo de autoavaliação.

- Não é para fiscalizar, não é para medir, não é para comparar. Os indicadores são instrumentos orientadores do debate, que deve contar com diretores, professores, servidores da escola, pais com e sem filhos na educação infantil, a comunidade - disse Rita Coelho.

Segundo dados do Censo Escolar de 2008, mais de 4,9 milhões de crianças com até 6 anos de idade estudam em creches e pré-escolas. Destas, 3,8 milhões estão na pré-escola e 1,1 milhão em creches. A publicação também será enviada a todas as classes de escolas privadas que trabalham em convênio com as redes municipais.

Enviado por Letícia Vieira - 14.5.2009| 8h00m

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